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Arquivo da categoria ‘Literatura’

Segundo uma possível interpretação minha (estou tentando expô-la desde o post anterior), vários elementos, nos primeiros parágrafos do livro do Gênesis, preparavam terreno para o surgimento da agricultura como forma de subsistência do Homem. No entanto, nessa Idade de Ouro, há uma condição ainda não realizada para o seu advento. Por enquanto, só quem planta [...]

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Muitas narrativas mitológicas estão impregnadas de uma forte simbologia “alimentar”. O de-comer; a lida pela sobrevivência; o sacrifício; a pureza; a saúde; a comensalidade; o prazer; a celebração e o excesso, materializados na produção, preparo e consumo da comida e bebida, perpassam inúmeros momentos (mesmo tópoi) do discurso mítico. E outros também, se quisermos enxergar [...]

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Bem, aqui sigo eu no meu alheamento… Não sei se esse blog é democrático ou não (atributo que tem sido alvo de críticas recentes); mas seja como for, num caso ou no outro, sinto-me no pleno direito de postar aqui as minhas bobagens, à margem do atual conflito universitário, mas também cá com alguma perspectiva [...]

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Roald Dahl, A fantástica fábrica de chocolate: Coitado do Sr. Bucket, por mais que ele trabalhasse […], não conseguia ganhar dinheiro para comprar nem a metade do que a família precisava. Não dava nem para comprar comida suficiente para todos. Todos os dias eles só comiam pão com margarina no café da manhã, batata cozida [...]

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Continuando: tentava comparar a cozinha apresentada no Satyricon (excetuados os pratos mais absurdos) aos historicamente estabelecidos, ainda que com grande intervalo de tempo, no De re coquinaria. Vejamos umas poucas receitas de Apício que se aproximam de pratos servidos no banquete de Trimalquião:

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Retomando – trata-se de uma tentativa de leitura “culinária” de algumas obras latinas clássicas, uma sátira de Juvenal (e de Horácio, de passagem), o Satyricon. Dizíamos: por um lado não podemos esquecer que o discurso satírico não é realista, mas usa do exagero para atingir seu objetivo retórico. Por outro lado, proponho: há sim certa [...]

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(Esse texto foi ficando tão longo – de post virou ensaio – que resolvi quebrá-lo em algumas partes. Não sei se ajuda ou atrapalha a leitura, mas agora já foi.) Outra cena memorável da gastronomia literária latina é o banquete de Trimalquião, o maior dos fragmentos que compõem o que nos chegou do Satyricon. Seu [...]

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Falava, no primeiro post, de um certo refinamento gastronômico, a meu ver recente no Brasil, acenando às suas plausíveis vantagens e desvantagens. Esse refinamento frequentemente recai em acentuar os ingredientes e suas misturas tantas vezes inesperadas. É um tal de lascas foie-gras com purê de batata barôa e ora-pro-nobis prum lado, de escalopes com feixes [...]

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